Foto on Pinterest Meg Krause
O meu corpo é
uma prisão tão ou mais intensa do que correntes de ferro ou grades corroídas pela
ferrugem desgastadas. Nele eu mesmo me sufoco, com dores e angustias infundadas
que afinal de contas não me levam a nada. Se faço o que quero, sofro, se não
faço o que desejo, morro de angustia todas as noites.
Sofrer ou
morrer, eu pergunto? A morte é desistir de tudo, o sofrer é morrer eternamente.
Nessa loucura que me vem à cabeça com mais frequência nos últimos dias me vêm
lagrimas nos olhos tentando aos prantos lavar a agonia de permanecer intacto.
Uma tolice, pois eu mesmo me quebro.
Eu não sei
quanto tempo uma dor pode durar, eu nem se quer imagino o quanto se pode fugir
da vontade. Eu talvez continue fugindo com medo, porque tenho ainda mais medo
de tentar.
Natanael
Duarte
