Na correria do dia-a-dia parece que pouco importa quem passa ao lado e raras são as vezes que até paramos para um breve abraço de um amigo. Quando perguntamos na pressa “e ai, tudo bem?” estamos realmente dispostos a escutar?
Nessa sintonia frenética, em que nos tentam impor com diversas obrigações, se tornou irrelevante a atenção que deveríamos dar a pessoa alheia. Estamos correndo contra o tempo e ainda sim permanecemos atrasados.
Fazemos tanta coisa, quando o que mais desejamos é parar. O abraço é uma forma de parar, é um stop. O abraço é bom pra quem dá, excelente pra quem recebe e estimulante para quem ver.
O abraço é tão significativo, que sentir o coração do outro pulsar, nos faz sentir que ainda estamos realmente vivos. Quando se abraça apaixonado, o tempo dura mais rápido, mas o coração está acelerado. Quando se abraça quem nos ama, o coração é calmo, mas o tempo passa e não podemos voltar atrás.
Abraço de mãe, abraço de vó, abraço de irmão, abraço de um amigo. O abraço faz sentido! Então pra que evitar? Que tal abandonar a rotina e hoje, descansar no braço de alguém.
O abraço fala por si só. Quando não vemos alguém há muito tempo, ele responde a natureza da nossa saudade. Quanto mais apertado, ele quantifica o quanto gostamos. Pra mim hoje e sempre, um abraço vai sempre fazer bem!
Natanael Duarte Medeiros da Silva
Natanael Duarte Medeiros da Silva
